Quem recebe benefício social e foi chamado para fazer a revisão cadastral precisa ficar atento aos prazos. De acordo com o advogado Ítalo Brito, responsável pela área previdenciária do escritório Lopes & Andrade Advocacia, em 2026, o Cadastro Único está passando por um processo de atualização de dados de famílias que estão há mais de dois anos sem revisar as informações. O não atendimento à convocação pode levar ao bloqueio e, posteriormente, ao cancelamento de benefícios. No caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a exclusão do Cadastro Único pode resultar na suspensão do benefício.
“Para o beneficiário, o primeiro passo é verificar se realmente existe uma pendência e providenciar a atualização dentro do prazo indicado. Isso deve ser feito pelos apps oficiais ou pelo telefone 135. A situação merece atenção principalmente porque os procedimentos e as consequências variam de acordo com o benefício. No caso do Bolsa Família, por exemplo, famílias que tiveram o pagamento bloqueado por falta de atualização podem voltar a receber após regularizar o cadastro, desde que continuem atendendo aos critérios do programa”, esclarece o advogado.
Segundo ele, é importante que a pessoa não ignore a notificação nem espere o benefício ser suspenso para procurar entender o que está acontecendo. “Se houver dúvidas sobre a convocação, dificuldade para regularizar a situação ou questionamentos sobre um bloqueio ou suspensão, uma análise individual com um advogado pode ajudar a identificar quais medidas podem ser tomadas”, ressalta. A orientação jurídica pode ser especialmente importante quando o beneficiário entende que houve um erro ou quando, mesmo após cumprir as exigências, o problema persiste. “Cada caso precisa ser analisado de acordo com a situação cadastral e o benefício recebido. O mais importante é não perder prazos e buscar informação antes que uma pendência simples se transforme em um problema maior”, conclui Ítalo Brito.

