O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou os valores oficiais do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026. Ao todo, a Justiça Eleitoral vai distribuir aproximadamente R$ 4,9 bilhões entre 30 legendas registradas. O dinheiro público é destinado por lei para custear as campanhas eleitorais de candidatos em todo o país.
A divisão dos recursos segue regras específicas da legislação brasileira, levando em conta o tamanho e a votação de cada partido na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Apenas três partidos políticos vão concentrar quase 40% de todo o dinheiro do fundo. A liderança isolada ficou com o Partido Liberal (PL), que terá direito a mais de R$ 881 milhões.
Logo atrás, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com cerca de R$ 615 milhões , e o União Brasil (UNIÃO), que receberá por volta de R$ 526 milhões.
No outro extremo da tabela, os partidos menores — como AGIR, MOBILIZA, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP — receberão a cota mínima de aproximadamente R$ 3,3 milhões cada, equivalente a 0,07% do total do fundo.
Confira abaixo a lista organizada das siglas, os valores totais destinados a cada uma e o peso que cada partido tem no orçamento final do Fundo Eleitoral de 2026:

A distribuição do dinheiro não é feita de forma aleatória. Ela segue quatro critérios definidos pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997):
2% divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE.
35% distribuídos proporcionalmente aos votos que os partidos receberam na última eleição para a Câmara dos Deputados.
48% distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos.
15% distribuídos proporcionalmente à representação que os partidos possuem no Senado Federal.
Segundo o TSE, a publicidade desses dados garante a transparência do processo eleitoral, permitindo que cidadãos, órgãos de fiscalização e os próprios candidatos acompanhem os recursos que financiam a nossa democracia.

