terça-feira, outubro 27, 2026
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Enem 2026: prática e conhecimento sobre temas atuais ajudam na redação

Professora da Unijorge dá orientações para a reta final de estudos

A redação é uma das etapas do Enem que exige preparação específica dos candidatos. Entre os erros mais comuns que comprometem a nota estão fugir do tema, não defender uma tese clara, usar argumentos superficiais e errar na gramática, como explica a professora de Letras e Pedagogia da Unijorge, Gina Teixeira. Para orientar quem está se preparando para o exame, ela apresenta dicas e assuntos que podem ser cobrados na prova deste ano.

A redação do Enem deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, com a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. A estrutura deve ter a introdução, com apresentação do tema e da tese; o desenvolvimento, com argumentos que sustentem essa tese; e a conclusão, que deve apresentar uma proposta de intervenção para o problema discutido, respeitando os direitos humanos.

“É importante reforçar que o tema é o assunto central da redação. Para identificá-lo, a pessoa deve ler a proposta e os textos motivadores com atenção. Já a tese é a opinião ou o ponto de vista que será defendido. Para formulá-la, é necessário considerar o problema central, sua causa ou sua consequência”, destaca a professora.

Entre os possíveis temas da redação deste ano, a especialista cita questões sociais e atuais, como proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, saúde mental, esporte feminino, mudanças climáticas, inteligência artificial e combate à misoginia e à violência de gênero. Para se preparar, ela recomenda acompanhar as notícias, estudar os problemas sociais, suas causas e consequências, e praticar a redação sobre diferentes assuntos.

Para ajudar a fortalecer os argumentos na redação, os estudantes podem recorrer a referências de livros, filmes, citações e dados estatísticos, que demonstram conhecimento sobre o tema e dão credibilidade à tese. Para isso, é essencial apresentar a referência, explicar sua relação com o problema discutido e mostrar como ela comprova ou reforça o ponto de vista.

A professora indica como estratégia organizar um caderno de repertórios por eixos temáticos, como educação, saúde, meio ambiente e tecnologia, sempre com fontes confiáveis. As anotações podem conter o nome do autor ou obra, um breve resumo do conceito e palavras-chave que conectem a ideia a possíveis problemas sociais. “A pessoa deve evitar citações de fontes obscuras, informações de redes sociais sem embasamento científico ou dados estatísticos inventados na hora”, acrescenta.

Nas últimas semanas que antecedem o exame, o estudante deve priorizar a prática da redação, com a produção de textos completos, o aprofundamento das ideias, o controle do tempo de escrita e a busca por orientação dos professores para aprimorar a argumentação, o uso de repertórios socioculturais e a proposta de intervenção.

“Embora a estrutura da redação do Enem permaneça a mesma, é fundamental ir além de modelos prontos, ter domínio do tema, pensamento crítico e capacidade de desenvolver ideias consistentes. É preciso concentrar a revisão nos conteúdos mais importantes, corrigir dificuldades, controlar o tempo e a ansiedade. O foco deve ser o estudo com qualidade, estratégia e equilíbrio, e reservar momentos para o descanso”, finaliza.

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