Em sessão plenária, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, celebrou a rapidez na apuração e o avanço da representatividade feminina em eleições suplementares realizadas no último domingo (17.05).
O combate rigoroso às fraudes na cota de gênero e a busca por um processo eleitoral mais inclusivo ganharam destaque no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante a sessão plenária realizada na terça-feira (19), o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, exaltou a atuação firme da Justiça Eleitoral e repercutiu o impacto histórico das eleições suplementares ocorridas no último domingo (17) em quatro municípios brasileiros.
O caso mais emblemático aconteceu em Melgaço, no Pará. Localizada no arquipélago do Marajó — uma região de difícil acesso e marcadas por extensas áreas ribeirinhas —, a cidade precisou voltar às urnas para renovar todas as 11 cadeiras da Câmara Municipal. A nova eleição foi necessária justamente após a Justiça Eleitoral agir contra fraudes nas cotas de gênero cometidas no pleito anterior.
A resposta da população nas urnas foi histórica: foram eleitas três mulheres para o Legislativo local. O resultado quebra um jejum de 35 anos sem que nenhuma mulher fosse eleita vereadora no município.
“Sabemos que a democracia brasileira ainda convive com desigualdades persistentes na participação política, especialmente no que diz respeito às mulheres. Esta Justiça Especializada segue reafirmando seu compromisso com a inclusão política”, destacou Nunes Marques, enfatizando que a igualdade não é uma “concessão”, mas sim uma “verdadeira exigência democrática”.
Além do marco social, o ministro chamou a atenção para a agilidade logística no Pará. Mesmo com as barreiras geográficas impostas pela natureza da região amazônica, a apuração foi um sucesso de eficiência: às 18h, 100% das urnas já estavam totalmente apuradas, registrando uma das totalizações mais rápidas da história daquela região.
Melgaço não foi a única cidade a mobilizar os eleitores no final de semana. Os municípios de Brejo Alegre (SP), Itaú (RN) e Ouro Branco (RN) também realizaram eleições suplementares. Diferente do caso paraense, os cidadãos dessas localidades foram às urnas para escolher novos prefeitos e vice-prefeitos. As novas votações ocorreram devido à perda definitiva de mandato dos gestores que haviam sido eleitos em 2024.
Com o resultado das urnas e o fechamento rápido dos trabalhos, a Justiça Eleitoral reafirma seu papel não apenas de fiscalizar e punir irregularidades, mas de garantir que a vontade do eleitor seja expressa de forma limpa, legítima e proporcional.

