quinta-feira, setembro 24, 2026
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Setembro Amarelo incentiva diálogo aberto como parte da prevenção ao suicídio

Campanha da OMS em 2026 propõe combater o silêncio em torno do tema. Especialista orienta sobre como iniciar uma conversa sem julgamentos.

Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi cercado pelo medo de que mencionar o assunto pudesse estimular uma pessoa em sofrimento a tirar a própria vida. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça uma perspectiva diferente: o diálogo responsável, aberto e acolhedor pode fazer parte da prevenção. Com o tema “Mudando a narrativa sobre o suicídio”, a campanha deste ano traz um chamado direto: “Comece a conversa”. A proposta é criar espaços nos quais pessoas em sofrimento se sintam seguras para falar e buscar ajuda.

A mudança de abordagem é importante porque o silêncio pode contribuir para o isolamento de quem está enfrentando uma crise. Segundo a OMS, o estigma e o tabu em torno do suicídio estão entre os obstáculos para que muitas pessoas procurem suporte. A entidade também destaca que a prevenção exige identificação precoce, apoio emocional e acesso a cuidados adequados.

Na prática, isso significa que familiares, amigos, colegas de trabalho e outras pessoas próximas não precisam esperar que alguém diga explicitamente que está pensando em morrer para iniciar uma conversa. Quando há uma preocupação concreta com o estado emocional de uma pessoa, perguntar como ela está e, se necessário, questionar diretamente sobre pensamentos suicidas pode abrir uma oportunidade para que fale sobre o que está vivendo. A orientação é do psiquiatra Armindo Barberino, professor do curso de Medicina da Universidade Salvador (UNIFACS), integrante da Inspirali, vertical de educação médica da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas em diversas regiões do Brasil.

“Precisamos superar a ideia de que falar sobre suicídio necessariamente aumenta o risco. O que precisamos é aprender a falar de maneira responsável, sem julgamentos, sem romantização e sem transformar a conversa em espetáculo. Para alguém que está vivendo um sofrimento intenso, perceber que existe uma pessoa disposta a ouvir pode ser o primeiro passo para romper o isolamento e chegar até uma rede de cuidado”, explica o psiquiatra.
 

Desmistificação

A própria OMS afirma que essa abordagem pode reduzir a ansiedade e ajudar a pessoa a se sentir compreendida. A recomendação é escolher um momento tranquilo, demonstrar preocupação genuína, ouvir sem julgamentos e estimular a busca por ajuda profissional.

“Quando conseguimos transformar o silêncio em uma conversa acolhedora, criamos uma possibilidade de aproximação. Não se trata de ter a fala perfeita ou de resolver o sofrimento do outro, mas de não ignorá-lo. Perguntar, ouvir e encaminhar para ajuda especializada são atitudes que podem fazer parte de uma rede de proteção”, acrescenta Barberino.

Formas de prevenção e atendimento

Entre as diversas formas de cuidar da saúde mental, adotar um estilo de vida saudável pode ser uma das alternativas mais eficazes para evitar a intensificação de transtornos. Uma alimentação adequada, a prática regular de atividades físicas, uma vida social ativa, sono de qualidade, entre outros hábitos que podem fazer parte do cotidiano, propiciam corpo e mente mais saudáveis.

Tendo como mote a campanha Setembro Amarelo, a UNIFACS está promovendo uma ação voltada para a comunidade, que inclui atendimento especializado em nutrição e psicologia. O plantão psicológico acontece dias de segunda-feira das 8h às 16h, às terças-feiras das 8h às 20h, e sextas-feiras das 13h às 17h. Já os atendimentos em nutrição serão realizados na quinta-feira, dia 24 de setembro, a partir das 13h30, e na sexta-feira, dia 25, a partir das 8h30 e, pela tarde, a partir das 13h30. Para participar, basta comparecer ao campus Tancredo Neves.

Em todo o Brasil, o atendimento pode ser buscado na rede de saúde, incluindo Unidades Básicas de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em situações de emergência, deve-se procurar um serviço de pronto atendimento ou acionar o SAMU, pelo número 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, oferece apoio emocional gratuito.

Sobre a UNIFACS

Há 54 anos transformando vidas por meio da educação, a Universidade Salvador (UNIFACS) é parte do Ecossistema Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país. Presente em Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, a UNIFACS oferece mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, aliando tradição, inovação e compromisso social. Reconhecida como a melhor universidade privada da Bahia e uma das 10 melhores do Brasil (IGC/MEC 2021), a instituição se destaca pelo investimento contínuo em infraestrutura, tecnologia educacional e conexão com as demandas do mercado, além de possuir um corpo docente de excelência com profissionais renomados. Com mais de 15 anos em Feira de Santana, consolida sua liderança também no interior do estado. Com uma trajetória sólida e de impacto, a UNIFACS segue olhando para o futuro com a certeza de que pode fazer ainda mais pela Bahia e com a Bahia.

Saiba mais em: www.unifacs.br

Sobre a Inspirali

Criada em 2019, a Inspirali atua na gestão de escolas médicas do Ecossistema Ânima e é uma das principais empresas de ensino superior de Medicina no Brasil, com mais de 13 mil alunos e 15 instituições localizadas em São Paulo, Piracicaba, São José dos Campos e Cubatão (SP), Belo Horizonte e Vespasiano (MG), Salvador, Irecê, Jacobina, Guanambi e Brumado (BA), Florianópolis e Tubarão (SC), Natal (RN) e Tucuruí (PA). As graduações em Medicina seguem modelo acadêmico reconhecido entre os mais inovadores do mundo e pensado para formar profissionais de alta performance com uma visão integral do ser humano. Os alunos são incentivados a participarem de ações humanitárias para vivenciarem uma experiência fora de sala de aula e realizam atendimentos, desde as primeiras fases, às comunidades nos 14 Centros Integrados de Saúde (CIS) e diversos hospitais e outras unidade de saúde, em parceria com o SUS.

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