quinta-feira, agosto 6, 2026
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Pequenas mudanças hoje, mais saúde amanhã: como a alimentação ajuda a prevenir o colesterol alto e proteger o coração

No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, nutricionista alerta que a prevenção começa antes dos primeiros sintomas e reforça o papel da alimentação na redução do risco de infarto e AVC

O colesterol alto é uma condição silenciosa que pode levar anos para apresentar sinais, mas suas consequências podem ser graves. Considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, ele está presente na vida de cerca de quatro em cada dez brasileiros, segundo estudo publicado no Brazilian Journal of Health Review. A boa notícia é que, na maioria dos casos, pequenas mudanças nos hábitos diários podem fazer uma grande diferença na prevenção.

Neste Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, o Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5) chama a atenção para a importância de investir em uma alimentação equilibrada e em um estilo de vida saudável antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas ou do diagnóstico.

Segundo a nutricionista fiscal do CRN-5, Cecília Rios, o colesterol elevado é conhecido como um problema silencioso justamente porque sua evolução acontece de forma gradual. “Por  não provocar  dor ou sintomas visíveis, o colesterol é depositado lentamente na parede das artérias e aumenta o risco de infarto e AVC. Além disso, os sinais clínicos, como o aparecimento de placas amareladas nas pálpebras, podem surgir muito tardiamente, quando o dano já foi instalado”, alerta.

Embora fatores genéticos também possam influenciar os níveis de colesterol, a alimentação desempenha um papel decisivo tanto na prevenção quanto no controle da doença. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados e gorduras saturadas favorecem o aumento do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Por outro lado, o consumo regular de alimentos ricos em fibras e gorduras insaturadas ajuda a reduzir esse risco e contribui para a proteção da saúde cardiovascular.

“A partir de uma alimentação rica em fibras e gorduras saudáveis, como aveia, psyllium, semente de linhaça, abacate, azeite de oliva e peixes, é possível reduzir o colesterol de forma significativa e, assim, o risco cardiovascular”, esclarece a nutricionista.

Pequenas escolhas fazem diferença

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, prevenir o colesterol alto não exige mudanças radicais. A adoção de hábitos simples e consistentes pode trazer benefícios importantes ao longo da vida.

Entre as orientações da nutricionista estão reduzir o consumo de frituras e bebidas alcoólicas, retirar a gordura aparente das carnes, substituir manteiga e margarina por azeite de oliva, priorizar laticínios desnatados e aumentar o consumo de peixes.

Outro ponto importante é que a prevenção deve começar cedo. “É possível prevenir o colesterol alto desde a infância, principalmente quando há histórico na família. Ainda assim, nunca é tarde para melhorar a alimentação e começar uma atividade física”, esclarece.

Para Cecília Rios, quanto mais cedo esses hábitos forem incorporados à rotina, maiores serão as chances de reduzir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares ao longo da vida.

Acompanhamento nutricional vai além da dieta

Além da adoção de hábitos saudáveis, o acompanhamento com um nutricionista pode ser um importante aliado na prevenção, inclusive para pessoas que ainda não apresentam alterações nos exames.

Segundo a especialista, a avaliação individualizada permite identificar fatores de risco, elaborar estratégias personalizadas e acompanhar a evolução do paciente de forma contínua.

“Para prevenir o colesterol alto, é fundamental uma avaliação nutricional detalhada e individualizada. Assim, o profissional será capaz de identificar o risco genético, desenvolver padrões alimentares minimamente processados e ricos em fibras, acompanhar os exames laboratoriais, recomendar suplementos dietéticos e auxiliar no controle de peso”, reforça Cecília Rios.

O padrão alimentar importa mais do que um único alimento

Quando o assunto é colesterol, ainda existem muitos mitos. Um dos mais conhecidos envolve o consumo de ovos. No entanto, Cecília Rios destaca que nenhum alimento deve ser analisado isoladamente.

“Não se deve atribuir o aumento do colesterol ruim a somente um alimento, mas ao padrão alimentar como um todo, considerando as interações entre genes, nutrientes e compostos bioativos”, esclarece.

A mensagem, segundo a especialista, é clara: a prevenção das doenças cardiovasculares começa nas escolhas feitas diariamente. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, abandono do tabagismo e acompanhamento profissional são medidas que ajudam a manter o colesterol sob controle e reduzem o risco de complicações futuras.

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