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Obra de Tarsila do Amaral inspira releitura sobre diversidade em projeto da Câmara LGBT

Artista visual Charles Barreto assina a 11ª edição do projeto “Azulejo”, da Câmara LGBT, inspirado na obra “Operários”, de Tarsila do Amaral

Mais de 90 anos após a criação de “Operários”, uma das obras mais emblemáticas do modernismo brasileiro, o clássico de Tarsila do Amaral ganha uma releitura contemporânea sobre diversidade humana e respeito às diferenças. A arte em azulejo foi criada pelo artista visual Charles Barreto para a 11ª edição do projeto “Azulejo”, da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil.

A inspiração veio da pluralidade de rostos e diferentes origens retratadas pela pintura de 1933 que simboliza a industrialização brasileira e as transformações sociais da época. Natural de Aracaju e radicado no Rio de Janeiro, Charles Barreto propõe uma atualização do olhar lançado por Tarsila há mais de nove décadas. A obra traz uma crítica social sobre exploração e desumanização. 

“Passaram-se mais de 90 anos e seguimos lutando pelo respeito à diversidade humana, entendendo que cada pessoa é única e deve ser respeitada em sua individualidade”,  afirma o artista.

Para o presidente da Câmara LGBT, Ricardo Gomes, a nova edição do projeto reafirma a potência da arte como ferramenta de diálogo e transformação social. Criado em 2016, o projeto “Azulejo” incentiva estabelecimentos, instituições, governos e pessoas a manifestarem, de forma voluntária, o compromisso com o respeito às diferenças. 

Todos os azulejos seguem o padrão de 20 x 20 cm e trazem a frase “Aqui Respeitamos a Diversidade” em português, inglês e espanhol. Ao longo das edições, a iniciativa já reuniu nomes como Ronaldo Fraga, Laerte Coutinho, Mauricio de Sousa e Milton Cunha, sempre valorizando a diversidade e o acolhimento por meio da arte.

O artista

Charles Barreto é artista visual e diretor cultural do Grupo Scenarium, no Rio de Janeiro. Nascido em Aracaju (SE), desenvolveu uma trajetória marcada pela assemblage e pela ressignificação de objetos cotidianos em obras que dialogam com memória, crítica social e identidade brasileira. Sua produção artística reúne influências da arte contemporânea brasileira e nomes como Arthur Bispo do Rosário e Farnese de Andrade, transitando entre o sagrado, o popular e o afetivo em composições que exploram diferentes materiais, texturas e narrativas.

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