segunda-feira, agosto 3, 2026
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O que se aprende ouvindo o pai contar sobre o trabalho

Pai e filha dividem hoje o mesmo endereço de trabalho na Natulab Farmacêutica e uma trajetória que atravessa 19 anos

Há quem herde os olhos do pai, o jeito de rir, o sobrenome. Luane Santos Cerqueira herdou uma rotina inteira: aprendeu de cor os processos de uma fábrica farmacêutica anos antes de pisar nela pela primeira vez, só de ouvir o pai, Antônio Cerqueira Santos, contar como tinha sido o turno da noite.

Corria o ano de 2007 quando Antônio ingressou na companhia, cuja fábrica fica em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. Trabalhava no turno da noite, na linha de produção de líquidos, e cumpria uma rotina que exigia disciplina: saía do plantão de madrugada, passava em casa para levar Luane, ainda com cinco anos, à escola, dormia poucas horas e voltava para buscá-la ao fim das aulas. Repetia o ciclo todos os dias não por obrigação, mas por escolha. “Todo o esforço dele foi para a minha educação. Sempre estudei em escola particular, mesmo meus pais sendo muito humildes. Hoje vivo a vida que sempre sonhei, porque um dia eu fui o sonho do meu pai”, lembra Luane.

Enquanto a menina crescia ouvindo sobre processos, responsabilidade e rotina fabril, Antônio seguia evoluindo dentro da própria Natulab, assumindo setores de maior complexidade até se tornar Manipulador III na manipulação de líquidos. “Quando eu era criança, meu pai contava a rotina do trabalho dele, como era importante respeitar os processos, e eu ficava imaginando tudo aquilo. Quando entrei na Natulab, como estagiária, foi emocionante ver de perto tudo que eu já conhecia desde a infância”, conta Luane, hoje pós-graduada em P&D Analítico e Controle de Qualidade na Indústria Farmacêutica.

O intervalo entre a chegada de Antônio, em 2007, e a estreia de Luane, em 2023, também é o intervalo em que a Natulab deixou de ser uma indústria regional para se firmar entre as maiores farmacêuticas do país. Uma transformação que, na visão de Antônio, caminhou lado a lado com as pessoas: “Houve uma evolução da empresa porque houve uma evolução das pessoas aqui dentro, cada vez mais comprometidas e orgulhosas. Sempre disse à minha filha que o importante é a gente querer crescer e para isso é fundamental estar em um lugar que te ajude a evoluir”.

Luane levou o ensinamento a sério. Entrou como estagiária, foi efetivada como assistente, tornou-se analista júnior e hoje ocupa a posição de Analista de Controle de Qualidade Físico-Químico Pleno, setor responsável por assegurar um dos valores mais caros à Natulab: a qualidade de cada produto que leva o nome da empresa.

Neste Dia dos Pais, Luane resume em uma frase o que os dezenove anos de convivência com a rotina do pai deixaram de lição: “Ele sempre foi o meu alicerce, minha base. Todo mundo que nos conhece fala que gostaria de ter uma relação pai e filha como a nossa, de amizade e companheirismo”. Uma trajetória que, antes de ser sobre cargos e crescimento profissional, é sobre uma família inteira que encontrou na Natulab o cenário para reescrever sua própria história.

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