quarta-feira, agosto 19, 2026
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Integrante do ballet de Ivete Sangalo, cantor DELLIMA apresenta novo álbum

“Retropolitano” tem faixas como nomes como Peu de Melo,  na mixagem, conhecido por trabalhos com Jorge Vercillo, e Jorge Victor, que integrou a equipe do álbum Coisas Naturais, de Marina Sena

Um projeto que nasce da vontade de se entender depois de atravessar mudanças significativas em sua vida. É assim que o cantor e dançarino DELLIMA enxerga “Retropolitano”, seu novo álbum de estúdio que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (21) — faça o pré-save em https://onerpm.link/Retropolitano. Multiartista reconhecido por outros lançamentos musicais e por seu trabalho no corpo de dançarinos de Ivete Sangalo, agora DELLIMA apresenta ao público um projeto musical que traz influências diretas de suas vivências e da arte e cultura de seu lugar de origem, Salvador.

Apesar das influências de ser um artista soteropolitano e apostar na energia “retrô” e acontecimentos do seu passado, o álbum traz também elementos da música contemporânea e experimental, mostrando o desejo do cantor de enriquecer sua produção artística experimentando sonoridades e estilos diversos. “Eu tinha essa sensação de que muitas coisas presentes no meu passado e na minha terra me trariam alguma resposta. Achava que, ao tentar me apegar a esse sentimento nostálgico, eu poderia mudar o que eu estava sentindo. Daí nasce ‘Retro-Politano’ (Retrô e Soteropolitano), um olhar para a cultura de Salvador e as influências que eu tive crescendo aqui na Bahia”, antecipa.

O álbum propõe uma fusão entre o imaginário retrô e uma vivência brasileira, especialmente soteropolitana (origem do artista), criando um encontro entre referências sonoras de décadas passadas e sensibilidades contemporâneas. Essa estética aparece tanto na construção musical quanto no conceito visual, que aposta em elementos vintage, dramaticidade e sensualidade como linguagem.

“Retropolitano” tem, na ficha técnica, faixas como nomes como Peu de Melo,  na mixagem, conhecido por trabalhos com Jorge Vercillo, trazendo sofisticação e identidade ao arranjo. Jorge Victor, que integrou a equipe do álbum Coisas Naturais, de Marina Sena, também aparece na masterização, garantindo acabamento técnico alinhado ao mercado atual. 

DELLIMA foi encontrando nos acontecimentos que marcaram sua trajetória pessoal e profissional, a mola propulsora que impulsiona “Retropolitano”. “O nome do projeto nada mais é do que os lugares que percorri buscando essa cura, física e psicológica, tentando tapar esse buraco no peito. Quando eu comecei a escrever esse álbum, eu estava passando por um processo emocional bem delicado, precisei parar de cantar e dançar e ir em busca de um emprego que conseguisse manter minhas necessidades financeiras mais básicas e deixar meus sonhos de lado, enquanto enfrentava uma lesão no joelho que, segundo os médicos, poderia me impedir de voltar aos palcos para sempre”, conta. 

Mas, a força que moveu seus caminhos em direção à cura física e da saúde mental resultou no que se tornou o segundo álbum de estúdio, que já teve um spoiler para o público. Isso porque ele já tinha lançado “Desmoronar”, faixa que foi o pontapé inicial desse novo momento do artista, que traz uma sonoridade intensa e emocional que combina bachata, brega e romantismo retrô — ouça em  https://onerpm.link/desmoronar

Faixa a Faixa

“O álbum começa falando de um momento da minha vida onde eu andava muito perdido, sentindo muitas coisas ao mesmo tempo, ‘misturando muitas cores’. Eu tinha uma grande necessidade de aprovação e nesse meio tempo, me entreguei a pessoas, lugares e situações que não me cabiam nem me contemplavam. O primeiro bloco do projeto aborda esses sentimentos e essas relações, com ‘Amarelo’, ‘Coração Valente’ e ‘Viro Bicho’ falando sobre essa ingenuidade, esses desejos e paixões de um jovem adulto perdido”, explica.

Dessa fase, nasceu um olhar para a vida de uma maneira mais leve e livre, o que inspirou “Vamos Viver”, também presente no disco. “É uma faixa que eu falo sobre uma fase onde me encontro apaixonado por uma mulher, que na verdade é o meu próprio lado feminino. Viver com ‘ela’ foi muito lindo e especial na minha trajetória enquanto pessoa e artista pois pude entrar em contato com um lado meu que no meu passado, foi sempre reprimido por conta de uma criação religiosa e militar em minha casa, e, como eu olhei para trás, pude enxergá-la e desfrutá-la novamente”, conta.

Em “Perdendo Tempo” e “Desmoronar”, os ciclos viciosos e as relações disfuncionais perdem força em sua vida: “todas essas coisas perderam seu peso quando eu passei a ter mais consciência de classe. Eu não tinha como permanecer como aquele menino ingênuo que acreditava que sonhar era o suficiente. Eu precisei abdicar de mim para sobreviver no nosso sistema econômico e o quão isso mudou a maneira como eu enxergo as pessoas”. Em “Dói”, a dor retratada reflete a falta dessa inocência, a angústia da consciência de classe e a preocupação com as pessoas, especialmente sua mãe.

Na sequência, “Pesadelos”, ele olha de frente para a nova fase e o enfrentamento das questões relacionadas à vida adulta, dando a vez a “Maré”, que aborda a depressão e a sede de viver e superar a doença, seguindo para “Cais”, quando se despede da culpa dos erros que cometeu e se perdoa. “1 Segundo” ele aponta para a possibilidade de se encontrar nas pessoas ao seu redor, ser grato por elas, e olhar para o futuro, “mesmo que complicado, baseado nessa perspectiva da consciência de classe, com um certo calor no peito”. E em “Baby eu tô bem”, ele relata a interrupção da busca por si mesmo e passa a ser o que se é e deixar que elas sejam “de modo natural e espontânea”. “Retropolitano é sobre amadurecimento, duro, tardio, mas vivo e real. E, por isso, me orgulho tanto desse projeto”, ele celebra.

Além de cantor, DELLIMA é ator, bailarino, coreógrafo e modelo. Natural de Salvador, o artista de 28 anos mistura ritmos brasileiros e eletrônico em suas músicas. O seu primeiro álbum, “DELLÍRIO”, foi lançado de forma independente e soma mais de 1 milhão de streams.

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