quarta-feira, outubro 28, 2026
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Inovação Corporativa 2026 reúne lideranças empresariais e lança o Confra.IA, iniciativa para impulsionar o uso da inteligência artificial na Bahia

Evento promovido pelo Hub Lighthouse, com patrocínio do Banco do Nordeste, debateu estratégias para implementar a IA nos negócios

A terceira edição do Inovação Corporativa 2026 reuniu lideranças empresariais e especialistas na segunda-feira (26) e na terça-feira (27), no Auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), no Stiep, em Salvador. Promovido pelo Hub Lighthouse, com patrocínio do Banco do Nordeste, o evento debateu oportunidades e desafios da inteligência artificial nos negócios e marcou, em seu encerramento, o lançamento do Confra.IA, iniciativa apresentada por Diego Alvarez, fundador e CTO da Thronus e Head de IA da LightHouse, que prevê encontros periódicos, oficinas e experiências para estimular a troca de conhecimentos e contribuir para a adoção mais madura da tecnologia pelas empresas baianas.

O evento contou com a abertura institucional de Flavio Marinho,  CEO da Lighthouse, e Alexandre Landim, diretor da FIEB, além de debates sobre oportunidades e desafios para os setores produtivos da Bahia, casos empresariais de adoção da inteligência artificial, liderança, produtividade e financiamento da transformação. Com o tema “IA nos negócios: onde está o valor e como implementar”, o primeiro dia teve como destaques a palestra “AI-First: a empresa e o C-Level alinhados da estratégia à operação”, com Diego Alvarez, e a apresentação de casos empresariais sobre a adoção da tecnologia. Participaram Gabriel Chertok, CTO da Ingenious Agency, que apresentou o case da Daten; Gabriel Tarrão, líder de Produtos da POS Controle; e Gustavo Perez, fundador e presidente do Conselho de Administração da MTM Tecnologia.

Os participantes também acompanharam painéis sobre experiências empresariais, pessoas, liderança e produtividade, com Maiara Liberato, fundadora e CEO da EQWETI; Guilherme Bellintani, diretor-geral da Faculdade Baiana de Direito e Gestão; e Ricardo Lima, superintendente executivo de Atacado da Caixa Econômica Federal.

Para o Diretor da FIEB, Carlos Cohim, é necessário mostrar os caminhos para a utilização da inteligência artificial de forma eficiente. “A IA tem que gerar valor, tem que melhorar processos, e esse aculturamento com essa tecnologia vai capacitar as pessoas a entenderem a IA com o objetivo de gerar valor para a organização”, afirmou.

Já Flavio Marinho, CEO da LightHouse, destacou que o principal desafio para as empresas não é mais reconhecer a importância da inteligência artificial, mas definir como incorporá-la aos negócios. “Para as empresas tradicionais, não há mais que se perguntar se a IA importa, se a IA vai impactar. Isso está respondido. A grande pergunta é como vamos fazer isso. Precisamos definir se seremos espectadores ou se vamos participar efetivamente desse processo. O mercado de trabalho também vai mudar muito, e precisamos pensar em como vamos nos posicionar diante dessa transformação”, ressaltou.

O encerramento do primeiro dia foi marcado por uma discussão sobre os custos e o financiamento da transformação, com a participação de Mel Campos, consultora de inovação do IEL e fundadora da DUMA; Cristina Damasceno, economista e analista regional Nordeste da Finep; e Gabriel Salgado, gerente executivo do Hub de Inovação do Banco do Nordeste.

Segundo dia

O segundo dia teve como foco a implementação da inteligência artificial, com debates sobre execução, governança, segurança, responsabilidade, ética, equidade e eficiência operacional. A programação abriu com uma masterclass de Bernardo Bonifácio, do Co.nectar Hub, sobre eficiência operacional com IA. Ele ressaltou que o uso eficiente da inteligência artificial exige capacidade crítica para avaliar as respostas geradas pela tecnologia e compreender os processos da empresa. “Não adianta ter a resposta se você não sabe analisá-la. Se você não consegue olhar para um documento e identificar o que está errado, o que não funciona ou o que não faz sentido, acaba perdendo sua capacidade analítica”, afirmou.

O palestrante também destacou que a adoção da IA pode permitir a redistribuição de tarefas e o aproveitamento dos colaboradores em outras funções. Como exemplo, citou a experiência do próprio Hub, onde a tecnologia passou a responder às demandas iniciais dos clientes, permitindo que uma profissional assumisse atividades relacionadas à organização de eventos e ao relacionamento com outros agentes.

Na sequência, o público acompanhou uma mesa de debate sobre como evitar a perda da capacidade crítica diante do uso da inteligência artificial, mediada por Roberta Carneiro, do IBGC Bahia; com Fabian Maia, da CGU; e Marcone Delano, do Sistema FIEB, que ressaltou que a tecnologia deve ser utilizada como um recurso complementar ao pensamento humano. “A inteligência artificial não é um substituto humano. Ela é uma ampliação do nosso pensamento, uma possibilidade de ampliação do nosso pensamento”, afirmou.

O debatedor também destacou a importância de evitar a automação indiscriminada e de buscar conhecimento sobre as possibilidades e limitações da tecnologia. Para ele, compreender como a IA funciona e manter-se em constante aprendizado são atitudes fundamentais para aproveitar seu potencial nos negócios.

O ciclo de palestras foi encerrado por Marcos Maida, da FIAP, com uma reflexão sobre os impactos da revolução da inteligência artificial na sociedade, nas relações humanas e nas próximas gerações. Sob uma perspectiva filosófica e social, a apresentação provocou o público a questionar não apenas como incorporar a tecnologia às atividades profissionais, mas também a responsabilidade coletiva diante de sua rápida expansão. A reflexão destacou a importância de manter o pensamento crítico e a consciência sobre as escolhas feitas no presente, que ajudarão a definir o futuro que estamos construindo como sociedade.

O Inovação Corporativa 2026 reuniu diferentes perspectivas sobre o uso da inteligência artificial nos negócios, com discussões sobre como iniciar a implementação da tecnologia, os cuidados necessários e as formas de transformar seu potencial em resultados para as empresas.

Foto: Mov55/ Divulgação

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