Na manhã da última segunda-feira, 06 de abril de 2026, teve início um dos desdobramentos mais significativos do projeto “Praia do Forte – terrAmar”: um ciclo de mediações culturais que pretende alcançar cerca de 1.500 estudantes da rede pública de Mata de São João, ampliando o acesso à arte e fortalecendo vínculos com o lugar onde vivem.
Com curadoria e concepção de Andréa Beraldo, em parceria com o fotógrafo Eduardo Moody, o projeto agora ganha presença dentro das escolas públicas, começando pela Escola Profa. Angelina Rodrigues, que recebe os primeiros encontros. As mediações, com duração média de 45 minutos, apresentam imagens do livro “Praia do Forte – terrAmar”, convidando os jovens a um mergulho sensível em narrativas visuais que perpassam paisagem, memória e identidade.
“Nosso projeto foi estruturado em duas vertentes de igual importância: o livro, lançado oficialmente em dezembro no Projeto Tamar, e as mediações culturais. Minha formação primeira é na docência, e reconheço o quanto a escola necessita desses momentos de encontro com autores e artistas para ampliar o repertório dos estudantes. Levar terrAmar para as salas de aula reafirma um compromisso ético e poético com a comunidade, parte da qual me orgulho muito”, afirma André Beraldo.


Mais do que uma apresentação, trata-se de um encontro que amplia repertórios e desperta percepções. Ao compartilhar seu processo criativo e suas imagens, Eduardo Moody abre caminhos para que os estudantes exercitem o olhar, reconheçam suas próprias histórias e reflitam sobre pertencimento, cultura e as múltiplas camadas que constituem o vilarejo. Questões afrodiaspóricas, relações com o espaço vivido e a valorização dos patrimônios materiais e imateriais emergem como eixos dessa experiência.
As mediações se configuram como um espaço de troca, em que arte e educação se encontram para cultivar sensibilidade, consciência crítica e empatia. Em um tempo de dispersão acelerada, o projeto propõe uma pausa, um convite para olhar com atenção, sentir com profundidade e compreender o lugar que se habita.
A iniciativa é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e conta com o patrocínio de empresas que reconhecem na cultura e na educação caminhos essenciais para o desenvolvimento social: Tivoli Ecoresort, PSV, Quinta das Lagoas, Reviver e Uranus2.
O quê: mediações culturais de Eduardo Moody
Quando: abril e maio de 2026
Onde: escolas públicas de Mata de São João
Como: encontros presenciais gratuitos
Para quem: estudantes da rede pública
Escala: 1.500 jovens

