Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União) consolidam alianças, enquanto nomes do Novo e PSOL também surgem como alternativas no xadrez político baiano.
O feriado desta Sexta-feira Santa (3) foi marcado por movimentações decisivas nos bastidores políticos da Bahia. O xadrez para as eleições estaduais de 2026 ganhou seus contornos mais nítidos até o momento, com a apresentação oficial das composições das principais chapas que disputarão o Palácio de Ondina e as cadeiras no Senado Federal. O cenário antecipa uma disputa de peso que promete movimentar intensamente o estado nos próximos meses.
A base governista e a principal frente de oposição apresentaram suas cartas, consolidando alianças históricas e estratégias para fortalecer tanto a presença na capital quanto no interior.
O grupo Governista aposta na manutenção da atual gestão e no recall de seus caciques políticos. A chapa será encabeçada pelo atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), que buscará a reeleição, tendo novamente Geraldo Júnior (MDB) ao seu lado como pré-candidato a vice-governador.
A musculatura da coligação, contudo, ganha destaque na disputa pela Câmara Alta. Para o Senado, a chapa governista lançará uma dobradinha de peso formada por dois ex-governadores e figuras centrais do Partido dos Trabalhadores: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT).
Do outro lado, a principal força de oposição articula uma aliança de centro-direita para tentar romper a longa hegemonia petista no estado. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), lidera a chapa como pré-candidato a governador. Em um movimento estratégico focado em angariar força no interior baiano, a vaga de pré-candidato a vice-governador será ocupada pelo ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).
Para o Senado, a oposição aposta na tentativa de reeleição de Ângelo Coronel (Republicanos), que dividirá a chapa majoritária com o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL).
Correndo por fora da polarização entre PT e União Brasil, outras siglas começam a testar seus nomes junto ao eleitorado baiano. Já figuram como pré-candidatos ao governo estadual o ex-deputado Aleluia, pelo partido Novo, e Ronaldo Mansur, representando o PSOL.
No entanto, diferentemente das duas frentes principais, as lideranças dessas legendas ainda não divulgaram a composição completa de suas respectivas chapas ou alianças para vice e Senado.
Com as principais peças agora oficialmente posicionadas no tabuleiro, os contornos políticos na Bahia devem ganhar ainda mais força e capilaridade nos próximos dias. A definição das pré-candidaturas encerra o período de maiores especulações partidárias e dá a largada para as costuras de base com prefeitos e vereadores, aquecendo o clima para os debates que definirão o rumo do estado nas urnas em 2026.

