quarta-feira, fevereiro 4, 2026
Banner
HomeSaúdeJaneiro Roxo: Brasil concentra alta incidência de hanseníase e especialista reforça importância...

Janeiro Roxo: Brasil concentra alta incidência de hanseníase e especialista reforça importância do diagnóstico precoce

Dermatologista Alice Magalhães (Acervo pessoal)

Apesar de tratável e com cura, a hanseníase ainda é cercada por desinformação e preconceito no Brasil, país que ocupa a segunda posição mundial em novos casos da doença, atrás apenas da Índia. O alerta ganha ainda mais força em janeiro, mês dedicado à campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização, prevenção e combate ao estigma.

De acordo com a dermatologista Alice Magalhães, da Novaimuno, unidade de saúde do Grupo CITA, em Salvador, a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, mas totalmente controlável quando diagnosticada e tratada corretamente. “O grande desafio ainda é o preconceito. A informação é fundamental para que as pessoas saibam que a hanseníase tem tratamento eficaz, disponível inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca a especialista.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores, por meio de gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. A médica reforça que não há risco de transmissão por toque casual, como abraços, compartilhamento de roupas, talheres ou objetos pessoais. “Para que ocorra a infecção, é necessário contato próximo e prolongado com um paciente não tratado, além de uma carga bacilar elevada”, explica. O período de incubação da doença pode variar de seis meses a até seis anos, o que dificulta o reconhecimento precoce dos sintomas.

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade e sexo. Entre os sinais mais comuns, segundo o Ministério da Saúde, estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos, fisgadas, redução da força muscular, comprometimento dos nervos periféricos, diminuição dos pelos e do suor nas áreas afetadas e, em alguns casos, nódulos dolorosos pelo corpo.

O diagnóstico é clínico, realizado por meio de exame dermatológico e neurológico, avaliando lesões e alterações de sensibilidade. “O tratamento é medicamentoso, contínuo e não deve ser interrompido, pois o abandono pode comprometer a eficácia e aumentar o risco de complicações graves”, alerta Alice Magalhães. A especialista reforça ainda que campanhas como o Janeiro Roxo são essenciais para ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e reduzir o estigma que ainda afasta muitos pacientes do cuidado adequado.

Grupo CITA

O Grupo CITA – Centros Integrados de Terapia Assistida é uma holding de clínicas especializadas no cuidado de doenças raras e autoimunes. Sua missão é cuidar da saúde das pessoas e das pessoas da saúde, oferecendo um atendimento humanizado e integral, com suporte interdisciplinar que abrange prevenção, diagnóstico e tratamento. Com uma equipe altamente qualificada e presença nas cidades de São Paulo e Salvador, o grupo se destaca pelos altos padrões de qualidade, excelência em gestão e segurança no atendimento médico, contando com selos de certificação e acreditação ONA. Na capital paulista, integra o Grupo CITA a clínica EV CITI, e em Salvador, as unidades Novaimuno, IBIS e Cliagen. Atuando em especialidades como Reumatologia, Dermatologia, Neurologia, Gastroenterologia e Alergologia, o Grupo CITA reafirma seu propósito de transformar a experiência em saúde, unindo ciência, inovação e acolhimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

RELATED ARTICLES

Deixe uma resposta

Por favor insira seu comentário!
Por favor insira seu nome aqui

- Advertisment -spot_img

Most Popular

Recent Comments

Eleonora Santos Em Desacelerar também é cuidado
Eleonora Santos Chaves Em Morango do amor: muito mais que uma trend