terça-feira, fevereiro 3, 2026
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Doença do beijo: infectologista explica o que é e como identificá-la

Ensaios, lavagens, festas de largo e, claro, o Carnaval. Toda essa folia favorece a circulação silenciosa de vírus que podem causar doenças e que usam a boca como uma porta de entrada. Uma das infecções mais comuns contraídas por esse contato é a mononucleose infecciosa, também conhecida como Doença do Beijo.

O Dr. Celso Granato, infectologista e diretor Clínico do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+ na Bahia, explica que mais de 90% da população adulta possui anticorpos contra o agente que provoca esta infecção. Isso significa que em algum momento da vida o indivíduo entrou em contato com esse vírus, mesmo que não tenha desenvolvido nenhum quadro clínico característico.

A seguir, o Dr. Granato responde às dúvidas mais comuns sobre o tema:

O que é a “doença do beijo”?

Esse é o nome popular antigo da mononucleose infecciosa, uma doença causada por um vírus que tem uma característica peculiar: depois que a pessoa teve essa infecção, nunca mais se livra completamente do vírus. Isso porque o vírus fica “morando” na garganta ou nas amígdalas do indivíduo que, periodicamente, o elimina na saliva. Caso você entre em contato com uma pessoa que o está expelindo, ainda que não esteja doente naquele momento, poderá contrair a infecção.

Como saber se contraí a doença?

Adolescentes e adultos jovens costumam apresentar sintomas como febre, dor de garganta e aumento de linfonodos (popularmente conhecidos como gânglios ou ínguas). Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo, além de aumento do fígado e baço. Os sintomas podem durar de duas a três semanas.

Como é o tratamento?

Não existe um remédio específico para mononucleose, portanto, são tratados apenas os sintomas. É indicado o repouso, pois o indivíduo sente fadiga e indisposição. Em casos de aumento do baço, o descanso é ainda mais fundamental, pois em situações extremas ele pode se romper.

Há outras doenças relacionadas ao beijo?

Sim, é preciso ter atenção também ao herpes, causado por um vírus da mesma família do agente da mononucleose. O vírus Herpes Simplex tipo 1 também persiste por toda a vida, porém, apenas uma a cada cinco das pessoas infectadas apresentará lesões recorrentes. Embora a infecção não seja grave, as lesões são dolorosas e podem voltar a se manifestar inúmeras vezes e acometer outras regiões do corpo.

Entre as infecções, além da mononucleose e do herpes, existem também as verrugas, chamadas popularmente de ‘crista de galo’, que ocorrem no ânus e nos genitais, mas, também, na boca. São causadas por diferentes tipos de papilomavírus humano, o HPV.

É preciso ter cuidado ao compartilhar copos e talheres?

Sim, a propagação do vírus ocorre a partir da saliva, ou seja, também podemos contrair a doença por meio do compartilhamento de objetos pessoais, como talheres e copos.  Também é possível ser infectado a partir da tosse de alguém que esteja bem próximo. De toda forma, a recomendação é a mesma: sentiu algum sintoma diferente, procure um médico.

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