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DMeloCoco, artista pernambucano, lança álbum “Sambada” com coco de roda e beats eletrônicos

Projeto sonoro, inédito, que reúne um total de oito faixas, chega às plataformas digitais na segunda-feira, 17 de novembro

O poeta, compositor e percussionista pernambucano DmeloCoco lança na próxima segunda-feira, 17 de novembro, o álbum “Sambada”, disponível em todas as plataformas de música. 

O disco parte do coco de roda praticado na Zona da Mata e no Agreste de Pernambuco e propõe uma sonoridade em que tradição e contemporaneidade se encontram sem hierarquia. 

O projeto sonoro é uma produção independente do artista, ou seja, sem incentivo público ou de apoiadores. 

No álbum “Sambada”, esses caminhos se cruzam. A obra aponta para o ponto de confluência do coco, sustentando a manutenção da tradição enquanto a amplia para novos territórios sonoros. 

Ritmos como a cabula dialogam com rap, trap, funk soul e referências de noise eletrônico. A percussão orienta os arranjos, que incluem guitarra, sanfona, pífano e baixo, em diálogo direto com os tambores.

“Sambada” reúne oito faixas que formam uma travessia. A primeira música, “Canção para o povo da rua”, funciona como chamado coletivo. 

Logo depois, “Morubá” mistura a batida do trap com atabaques que evocam toques de terreiro. 

Em “Caboclo de família”, o artista afirma sua ancestralidade indígena e a ligação com o território. “Paranambuca” reverbera o pulso grave do maracatu e carrega o nome do estado como corpo vivo. 

Já “Capoeira Odoyá” apresenta a capoeira como caminho de formação e cuidado, onde o movimento do corpo é também uma prece.

Produzido por Vinícius de Farias, o disco traz participações de Zé Freire no violão de sete cordas e de Iko Brasil no pífano. 

A mistura evidencia a integração entre memória oral e experimentações contemporâneas, sem enquadrar o coco como peça folclórica ou objeto de museu.

Entre as faixas, “Morubá” ganha também versão audiovisual, lançada junto ao álbum. O clipe apresenta o encontro entre batidas trap e toques de atabaques, estruturado como narrativa visual que destaca corpo, território e roda como campos de convivência.

A palavra “sambada” é usada em algumas regiões para falar da hora em que a brincadeira começa. Quando alguém bate o pé no chão, o grupo se ajeita, e a roda de dança ganha movimento. É o momento em que todo mundo participa. Essa ideia de coletividade é o centro do disco. Não é música para ouvir sozinho e guardar. É música que chama.

Nascido no Recife em 1983 e criado em Camaragibe, o artista teve contato ainda na infância com o coco em Bom Jardim, cidade do Agreste. Essa vivência formou a base do trabalho, que se desenvolveu em diálogo com ritmos como maracatu, caboclinho, capoeira, ciranda, baião e samba. A percussão é o eixo que organiza a obra.

Desde 2016, o artista integrou e colaborou com grupos variados da cena independente, como o coco Menestréis Cantador, a banda de rap D’Cara pra rua, a banda psicodélica Os Cabeça de Rádio, o grupo Coco dos Capoeira, o Coletivo Ecopedagógico Boi da Mata e ajudou a fundar o Coletivo Urso dos Maloqueiros, movimento cultural periférico de Camaragibe. 

Nos últimos anos, desenvolve dois formatos de apresentação: um ligado à roda de coco tradicional, com coro e instrumentos de percussão, e outro elétrico, com beats, guitarra, baixo e bateria, aproximando o coco de linguagens urbanas contemporâneas.

Serviço:

O quê: DMeloCoco, artista pernambucano, lança o álbum “Sambada” com coco de roda e beats eletrônicos

Quando: Segunda-feira, 17 de novembro

Onde: www.instagram.com/dmeloCoco

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