O senador Angelo Coronel analisa nomes do interior baiano para compor sua chapa na busca pela reeleição ao Senado em outubro, e a vereadora de Serrinha Edylene Ferreira aparece entre as possibilidades em estudo. Presidente da União dos Vereadores da Bahia (UVB), Edylene entrou no radar da articulação num momento em que Coronel tem sinalizado preferência por um nome com forte ligação com o Legislativo municipal, de preferência uma mulher.
A movimentação tem forte simbolismo político. Ao cogitar Edylene para a suplência, Coronel aproxima sua estratégia de um campo que tem peso crescente no tabuleiro baiano: o municipalismo. Em seu quarto mandato como vereadora em Serrinha, Edylene consolidou presença política no território do sisal e ampliou sua projeção estadual à frente da UVB, tornando-se uma das vozes mais ativas na defesa do fortalecimento das câmaras municipais e da pauta dos legisladores do interior.
Mais do que um nome de composição, Edylene representa um perfil político que reúne capilaridade regional, trânsito institucional e reconhecimento entre vereadores de diferentes regiões da Bahia. Sua trajetória combina experiência legislativa, atuação contínua e inserção em uma agenda que valoriza a política feita a partir dos municípios — elemento que tem ganhado centralidade no debate eleitoral deste ano.
O movimento também ocorre em meio às definições sobre a suplência de Coronel. Embora ACM Neto (União) tenha anunciado o ex-deputado federal Marcelo Guimarães Filho, como primeiro suplente do senador, Coronel vem adotando postura cautelosa e evita cravar, neste momento, quem ocupará oficialmente o posto. O gesto revela que, por trás da montagem da chapa, ainda há espaço para negociações e ajustes finos dentro do campo oposicionista.
Edylene, inclusive, já havia sido citada em outras articulações recentes da oposição. Segundo informações publicadas pela imprensa baiana, a vereadora chegou a ser cogitada como uma das possibilidades para a vice na chapa liderada por ACM Neto e esteve presente no evento político realizado em Feira de Santana, no último dia 30 de março, quando foi anunciada a composição majoritária.
Ao colocar o nome de Edylene Ferreira em avaliação, a discussão sobre a suplência deixa de ser apenas um cálculo partidário e passa a refletir uma mensagem política mais ampla: a de que o interior, os mandatos municipais e a força das vereadoras podem ocupar espaço mais estratégico no desenho eleitoral de 2026. Num cenário em que alianças ainda estão em consolidação, a eventual escolha de uma liderança com esse perfil pode sinalizar não apenas equilíbrio de chapa, mas também conexão direta com uma base política organizada e influente em todo o estado

