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Bahia acende sinal de alerta após alta de 185% nos casos de Influenza e 62 mortes por síndrome respiratória

A Bahia enfrenta um cenário preocupante no avanço das doenças respiratórias em 2026. Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) mostram que, entre 1º de janeiro e 27 de março, foram registrados 1.732 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 62 mortes no período. O dado que mais chama atenção é o aumento expressivo das notificações de Influenza, que cresceram 185% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, saltando de 89 para 254 casos.

O boletim epidemiológico também revela que a Covid-19 segue entre os agentes de preocupação, com 74 casos confirmados e oito mortes. Já os casos classificados como não especificados somam 574 registros e concentram 42 óbitos, enquanto outros vírus respiratórios responderam por 557 casos e seis mortes. Segundo as autoridades de saúde, o quadro reforça a necessidade de vigilância, principalmente diante da proximidade dos meses mais frios, quando historicamente há aumento da circulação de vírus respiratórios e maior pressão sobre a rede hospitalar.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave representa a forma mais severa das infecções respiratórias, com potencial de rápida evolução e necessidade de internação hospitalar. Febre persistente, tosse intensa, dificuldade para respirar e baixa saturação de oxigênio estão entre os principais sinais de alerta, especialmente para idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos mais vulneráveis.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Salvador mantém a vacinação gratuita contra a gripe em todos os postos de saúde para os públicos prioritários. A estratégia é ampliar a cobertura vacinal antes da intensificação do outono e do inverno, período em que aumenta o risco de agravamento dos quadros respiratórios.

Podem se vacinar crianças de 6 meses a 6 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, além de profissionais da saúde, professores, indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência, portadores de doenças crônicas, integrantes das Forças Armadas, policiais, motoristas do transporte coletivo e funcionários dos Correios.

Além da imunização, as autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas simples, mas eficazes, como lavar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas gripadas e utilizar máscara em ambientes fechados ou com aglomeração, sobretudo em caso de sintomas respiratórios.

Com o avanço da Influenza e o aumento dos casos graves no estado, a vacinação passa a ser uma das principais barreiras para reduzir internações e evitar novas mortes. Em um momento de maior circulação viral, a adesão da população elegível à campanha pode ser decisiva para conter o agravamento do cenário respiratório na Bahia.

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