Escola Livre e Gratuita de Moda participou do Fancy África com masterclass, mesa redonda, oficina e desfile, reforçando intercâmbio cultural e transformação social
A Escola Livre e Gratuita de Moda Àbámodá (@abamoda.escolalivre) marcou presença no Fancy África, evento de moda e economia criativa realizado em Maputo, Moçambique, no final do mês de setembro. A escola esteve representada por Luísa Mahin, idealizadora e diretora do projeto, que participou de uma masterclass, mesa redonda, oficina e desfile da coleção autoral Cabaça do Mundo, reforçando a moda como ferramenta de identidade, transformação social e conexão entre territórios.
“Para Àbámodá atravessar o Atlântico e levar a experiência de Cachoeira para Moçambique é um movimento de muita simbologia. A Àbámodá está sediada no Recôncavo da Bahia, um território que recebeu muitos povos africanos escravizados, e existe um sentimento de retorno, de reencontro com essa terra e com essas pessoas, no sentido de reverenciar e fortalecer nossas conexões. Foi um momento iniciático, que fortalece nosso propósito e abre portais para futuras parcerias”, afirma Luísa Mahin.
Intercâmbio cultural e parcerias internacionais
Durante a programação do Fancy África, Luísa conduziu a Masterclass “Moda e Transformação Social”, participou da Mesa Redonda “A Moda como Embaixadora da Identidade”, ministrou a Oficina Criativa – Diversidade, inovação e empreendedorismo na moda e esteve presente no desfile da coleção Cabaça do Mundo, um manifesto coletivo que traz como abordagem o sagrado feminino e o empoderamento da mulher.
A experiência também permitiu à diretora conhecer empreendedores de moda de outros países africanos, como Guiné-Bissau, Suazilândia, Tanzânia, África do Sul, Cabo Verde e Angola.
“A participação da escola nesse evento não foi só pontual. Foi uma oportunidade de conhecer outros projetos, trocar experiências e costurar novas parcerias e redes. É o início de uma jornada de intercâmbio que permitirá, futuramente, que empreendedores de Moçambique também venham para cá, fortalecendo uma ponte cultural entre os territórios”, acrescenta Luísa.
Para a coordenadora, a moda vai além da estética: “A moda é muito poderosa, porque é arte e ao mesmo tempo uma forma de comunicar nosso lugar no mundo, nossas referências e nossa cosmovisão. É também uma tecnologia ancestral, uma prática transmitida de geração em geração. Quando buscamos referências identitárias para produzir moda, geramos economia local e transformação social. É um poder muito grande e ver isso acontecendo é muito gratificante.”
A presença da Àbámodá no Fancy África contou com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia através do edital de Mobilidade Cultural. A Àbámodá integra a Rede de Escolas Livres de Arte e Cultura do Ministério da Cultura.

