quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Ondas de calor, névoa mental, insônia e ganho de peso: como identificar o climatério e tratar os sintomas

Ginecologista do Núcleo Tina Batalha, Ana Verena Colonnezi reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado

Ondas de calor, alterações no sono, névoa mental, mudanças de humor e ganho de peso são sintomas comuns vivenciados por muitas mulheres a partir dos 40 anos, mas que nem sempre são associados ao climatério — fase de transição hormonal que antecede a menopausa. A falta de informação faz com que esses sinais sejam frequentemente normalizados ou confundidos com estresse e rotina intensa, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento adequado.

De acordo com a ginecologista Ana Verena Colonnezi, do Núcleo Tina Batalha, a redução progressiva da produção de hormônios femininos, especialmente o estrogênio e a progesterona, está na base da maioria dos sintomas do climatério. “Embora seja uma fase natural da vida da mulher, o climatério pode trazer desafios importantes. Ondas de calor, alterações do sono, instabilidade emocional e dificuldade de concentração são sinais frequentes e não devem ser ignorados”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, o climatério é o período de transição do estado reprodutivo para o não reprodutivo da mulher, marcado por alterações hormonais progressivas que podem se iniciar anos antes da menopausa. De acordo com as diretrizes oficiais, essa fase pode provocar impactos físicos, metabólicos, emocionais e cardiovasculares, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.

Entre os sintomas mais comuns estão os fogachos, ou ondas de calor, suores noturnos, insônia, alterações de humor, secura vaginal e redução da libido. “Esses sintomas variam muito de mulher para mulher, tanto em intensidade quanto em duração. Além disso, muitas mulheres percebem ganho de peso, especialmente na região abdominal, e alterações na composição corporal, relacionadas às mudanças hormonais”, destaca a especialista.

A ginecologista explica que o climatério envolve diferentes fases, desde o período em que os ciclos menstruais começam a se tornar irregulares até o pós-menopausa. “A menopausa é um marco específico, diagnosticado após 12 meses consecutivos sem menstruação. Já o climatério é um processo mais longo, no qual os sintomas podem surgir de forma gradual e evoluir ao longo do tempo”, esclarece Ana Verena.

Segundo a médica, o acompanhamento adequado permite aliviar sintomas e prevenir complicações futuras. “Nem todas as mulheres precisam de reposição hormonal, mas, em casos selecionados, ela pode ser fundamental para melhorar a qualidade de vida e reduzir riscos, como perda de massa óssea e alterações metabólicas. O mais importante é que o tratamento seja individualizado, respeitando a história clínica e as necessidades de cada paciente”, afirma.

Para Ana Verena Colonnezi, informação e cuidado especializado são essenciais para atravessar essa fase com mais equilíbrio. “O climatério não deve ser encarado como algo a ser suportado em silêncio. Com orientação médica, ajustes no estilo de vida e acompanhamento contínuo, é possível atravessar esse período com mais bem-estar físico, emocional e hormonal”, conclui.


Crédito da foto: iStock

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