quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Governança corporativa pode ser a chave para evitar a falência de empresas, alerta especialista

Em um cenário de instabilidade econômica, alta competitividade e transformações aceleradas no mercado, muitas empresas brasileiras enfrentam dificuldades de sobrevivência, e a ausência de governança corporativa tem se mostrado um fator determinante para o fracasso de vários negócios. O advogado Ruy Andrade, especialista em Direito dos Negócios, conselheiro de administração certificado pelo IBGC e consultor de empresas familiares, alerta que a falta de planejamento e de práticas de governança é um fator extremamente relevante que pode, no longo prazo, levar a crises e até mesmo à falência. Segundo ele, a governança não é um privilégio das grandes corporações: “Com planejamento e comprometimento, pequenas e médias empresas também podem estruturar mecanismos de gestão que garantam transparência, responsabilidade e sustentabilidade ao negócio.”

Andrade explica que a governança corporativa é o sistema que orienta como uma organização é dirigida, monitorada e incentivada. Baseia-se em princípios como integridade, transparência, equidade, responsabilização (accountability) e sustentabilidade, conforme definido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Esses pilares, afirma o advogado, “são essenciais para criar uma gestão ética, sólida e preparada para enfrentar períodos de crise”.

O especialista destaca ainda que a centralização de decisões, a ausência de prestação de contas, a falta de auditorias e a inexistência de planos de sucessão estão entre os principais riscos que ameaçam a continuidade das empresas. “Cada um desses elementos, quando negligenciado, fragiliza a estrutura da organização. Juntos, podem ser fatais em um momento de instabilidade econômica”, adverte Andrade.

Como medidas práticas, ele recomenda que os empreendedores criem conselhos consultivos ou de administração, definem papéis e responsabilidades de forma clara e estabeleçam metas e indicadores de desempenho que sustentem a estratégia do negócio. Auditorias regulares e planos de sucessão também são considerados passos essenciais. Além de prevenir crises, a adoção de boas práticas de governança traz ganhos de imagem e competitividade. Empresas bem estruturadas, segundo Andrade, “são percebidas como mais confiáveis, atraem talentos com mais facilidade, têm melhor acesso a crédito e se destacam em fusões ou processos de abertura de capital”, explica Ruy Andrade.

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