Na última sexta-feira (22), o prefeito de Salvador, Bruno Reis, lançou o programa Corredor Verde, que plantou 115 árvores na Avenida Manoel Dias da Silva, situada no bairro da Pituba. A estimativa é de que, até 2028, a ação chegue a outras seis vias da cidade e um bairro: Rua Silveira Martins, avenidas Dom João VI, Fernandes da Cunha, Jequitaia, Juracy Magalhães e na Rua Cônego Pereira, além do bairro Dois de Julho.
O paisagista e engenheiro agrônomo Alex Sá Gomes é um dos profissionais mais envolvidos no estado com a preservação do verde e também nas denúncias de desmatamentos e falta de plantas em locais públicos dos municípios baianos. Através de sua campanha permanente, a “Tá Faltando Árvore”, ele promove conscientização, estimula o público a plantar espécies e a denunciar agressões ao meio ambiente, assim como a divulgar também as boas ações ambientais e apontar, através das redes sociais, locais que carecem de espaços verdes, sempre utilizando a hashtag #tafaltandoarvore.
Sobre o novo corredor verde da cidade, Alex parabeniza a prefeitura, mas ressalta que, no paisagismo urbano, não basta apenas contabilizar em planilhas o número de árvores plantadas, mas sim avançar este trabalho além do plantio. “É fundamental que esteja associado a isso o projeto de manutenção, de irrigação e de tutoramento dessas plantas, para que a gente alcance os objetivos. Senão, nós vamos ter relatórios de milhares de árvores plantadas, e na realidade poucas sobreviveram e não estariam trazendo benefícios reais para a comunidade”, explica.
O paisagista continua, pontuando que é fundamental manter a saúde do que foi plantado. “Então é fundamental não só o plantio, mas o acompanhamento, pelo menos nos cinco primeiros anos dessas árvores, até elas enraizarem, e ter a irrigação e manutenção para que a gente possa alcançar os objetivos”, completa Alex.
Outra preocupação é que a ação seja estendida para a periferia da cidade. “A gente precisa levar o verde até as comunidades carentes, e não só nos corredores da cidade, o que é importante, mas levar também para toda a comunidade.”