sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Da organização à largada: saiba como funcionam os bastidores de uma corrida

Salvador tem se tornado uma cidade que corre. Corrida 100% Você, Corrida do Vitória e Corrida do Bahia são exemplos de provas que têm acontecido na capital baiana. Mas, para além da saúde e do bem-estar, a corrida tem impulsionado a economia local e transformado o município em um destino turístico esportivo.

De acordo com o diretor técnico da Federação Baiana de Atletismo, Assis Júnior, “o turismo esportivo movimenta Salvador o ano todo. Hoje, a cidade realiza de duas a quatro corridas por final de semana, cada uma atraindo cerca de 10 mil participantes e ainda mais pessoas que vêm assistir ou apoiar os corredores. Isso impacta diretamente o turismo e a economia local”. Esse dado foi divulgado por Assis durante uma entrevista para a Agência Salvador, em 2024.

As provas envolvem muito mais do que os atletas largando ou cruzando a linha de chegada; demandam planejamento, organização e seriedade para que ocorram de forma segura, além de trazer retornos financeiros para a cidade.

Atuando há quase duas décadas na área da saúde e bem-estar, o profissional de educação física Felipe Chokito, diretor da assessoria de corrida Runners Club, destaca que os trâmites de legalização e a captação comercial de patrocínios e parceiros estão entre os maiores desafios para preparar uma corrida na capital baiana. Ele também sinaliza que a organização de uma prova pode demorar, em média, seis meses.

Outra questão crucial é a escolha do trajeto e a negociação com os órgãos públicos. “A escolha do percurso está relacionada ao perfil do evento e ao público-alvo que a organização deseja atingir. Já a negociação é formalizada por meio da Central de Licenciamento de Eventos (CLE), para definir todas as documentações necessárias para a liberação da prova e o pagamento de taxas públicas”, explica Chokito.

Federação Baiana de Atletismo, Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), Vigilância Sanitária (VISA) e Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) são os órgãos envolvidos na preparação de uma prova. Além disso, há a necessidade do alvará de liberação para a realização do evento.

Financeiro

Envolvidos nas organizações das provas do Esporte Clube Vitória e do Esporte Clube Bahia, Guilherme Queiroz e Humberto Netto apontam que os kits entregues a cada atleta antes da prova são os que mais pesam no orçamento. “Sem dúvida, os itens do kit, como camisa, medalha e brindes, são os mais caros”, revela Guilherme.

Se por um lado há gastos, por outro, há geração de emprego e renda. Para que um evento de corrida flua bem, é necessária a contratação de profissionais para estrutura, saúde, segurança, som e suporte aos corredores.

Dependendo do tamanho da prova, a movimentação financeira é muito positiva para o município. “Uma corrida de grande porte, com mais de 8 mil inscritos, pode movimentar, direta ou indiretamente, mais de R$ 1 milhão”, afirmou Humberto.

Nas 48 horas que antecedem a prova, o trabalho é intenso. Chokito salienta que, geralmente, as estruturas físicas são montadas dois dias antes, mas, como imprevistos podem acontecer, a equipe segue atenta até 24 horas antes do evento para que os atletas corram com segurança e toda a ação flua sem intercorrências.

Fotos dos corredores: Fotop

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